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A Verdadeira Amizade

9 de março de 2010

Pítias, condenado à morte pelo tirano Dionísio, passava na prisão os seus últimos dias. Dizia não temer a morte, mas, como explicar que seus olhos se enchessem de lágrimas ao ver o caminho que se abria diante das grades da prisão? Sim, era a dura lembrança dos velhos pais! Ele era o arrimo e o consolo deles. Não mais suportando, um dia Pítias disse ao tirano:

– Permita-me ir à casa abraçar meus pais e resolver meus negócios. Estarei de volta em quatro dias, sem acrescentar nem uma hora a mais.

– Como posso acreditar na sua promessa? Os caminhos são desertos. O que você quer mesmo é fugir. – respondeu Dionísio, irônica e zombeteiramente.

– Senhor, é preciso que eu vá. Meus pais são velhinhos e só contam comigo para se defender. – insistiu Pítias com o olhar nublado de lágrimas.

Vendo que o tirano se mantinha irredutível, Damon, jovem e amigo de Pítias, interveio propondo:

– Conceda a licença que meu amigo pede; conheço seus pais e sei que carecem da ajuda do filho. Deixe-o partir e garanto sua volta dentro dos dias previstos, sem faltar uma hora, para lhe entregar a cabeça.

A resposta foi um não categórico. Compreendendo o sofrimento do amigo, Damon propôs ficar na prisão em lugar de Pítias e morreria no lugar dele se necessário fosse. O tirano, surpreendido, aceitou a proposta e depois de um prolongado abraço no amigo, Pítias partiu.

O dia marcado para sua execução amanheceu ensolarado. As horas passavam céleres e a guarda já se mostrava inquieta. Entretanto, Damon procurava restabelecer a calma, garantindo que o amigo chegaria em tempo.

Finalmente chegara a hora da execução. Os guardas tiraram os grilhões dos pés de Damon e o conduziram à praça, onde a multidão acompanhava em silêncio cada um dos seus passos.

Subiu, então, ao cadafalso. Uma estranha agitação levou a multidão a prorromper em gritos. Era Pítias que chegava exausto e quase sem fôlego.  Porém, rompendo a multidão, galgou os degraus do cadafalso, onde, abraçando o amigo, entregou-se ao carrasco sem o menor pavor.

Os soluços da multidão comovida chegaram ao ouvido do tirano.

Este, pondo-se de pé em sua tribuna, para melhor se convencer da cena que acabava de acontecer na praça, levantou as mãos e bradou com firmeza:

– Parem imediatamente essa execução! Esses dois jovens são dignos do amor dos homens de bem, porque sabem o quanto significa uma amizade.

(Autor desconhecido)

Solucionando Conflitos sem Ódio

4 de março de 2010

Quando duas ou mais pessoas têm opiniões diferentes dentro do lar, aparecem conflitos. Isto não significa que o conflito é negativo, nem deveria necessariamente estimular a raiva. Significa que há um conflito de opiniões. Quando um esposo ou esposa comunicam-se num alto nível de abertura, não há necessidade de nenhuma demonstração de raiva quando aparece um conflito ou diferentes pontos de vista.Em ocasiões como esta,  há maneiras possíveis de resolver a diferença sem raiva. Algumas sugestões são dadas para ajudar em situações como estas:

  1. Pense antes de falar.
  2. Planeje um tempo e local para discutirem as diferenças.
  3. Discordem, mas não seja desagradável. Faça-o com amor, tocando e olhando um ao outro.
  4. Fale, nunca use o silêncio como punição. Faça perguntas e afirmações que clarifiquem a situação.
  5. Focalize o problema, não a pessoa, aparências, parentes, etc.
  6. Evite declarações iniciadas com “você”, elas somente desenvolvem os ressentimentos.
  7. Evite culpar e julgar. É fácil encontrar alguém a quem culpar, e pode estar errado no julgamento.
  8. Evite generalizações ou exageros. “Você sempre” ou “nunca”.
  9. Evite problemas passados – não seja histórico.
  10. Seja paciente e não rude. E não esqueça de ser um mensageiro da paz. Lembre-se de I Cor. 13.
  11. Seja coerente entre o que você diz e o que demonstra.
  12. Não fique quieto guardando coisas para mais tarde.
  13. Trabalhe na busca da solução, aliste alternativas, considere prós e contras.
  14. Saiba quando parar.
  15. Evite blocos de comunicação.
  16. Esqueça. Paulo diz que devemos.

Comovente

3 de março de 2010

Peço licensa a meu pai, e faço esse post por minha conta.

Uma das contas do twitter que sigo é da Genizah Virtual (@genizahvirtual). Um twitt deles me chamou atenção agora a pouco. Vou colocar agora a matéria do site deles, com o devido crédito.

Pastores presos nas ferragens de acidente louvam à Deus com hinos e levam os bombeiros às làgrimas.


Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidente envolvendo sete veículos, na manhã de ontem, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica.

Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.

Os veículos – cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey – bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.

Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica – Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão – de uma empresa de cerveja – não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.

Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.

O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.

Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.

A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.

O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.

O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado por 2 pastores sobrevivente, e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores ainda com vida, que estavam presos nas ferragens.

As testemunha citadas acima, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus de ti!

Aos poucos suas vozes foram silenciando-se para sempre.

As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão .

Notícia disponível no O Galileo

Postou Zé Luís no Genizah, confessando que os olhos marejaram ao ler o artigo.

http://www.genizahvirtual.com/2010/02/pastores-presos-nas-ferragens-de.html
Devo admitir que, assim como o Zé Luís, meus olhos marejaram ao ler o artigo.
Sem mais.
Fiquem com Deus, e que Deus possa guardar as famílias daqueles dois pastores, e restabelecer os feridos do acidente.