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Daniel

3 de junho de 2010

Foi escrito há mais de 2.500 anos. Revela eventos que ocorreriam nos “últimos dias” ou no “tempo do fim” (Daniel. 8:17).

O livro nos mostra o que Deus planeja fazer em favor de seu povo, no tempo do fim, através de Jesus Cristo, e Ele próprio ao falar dos sinais de Sua segunda vinda, estimula o estudo e entendimento da mensagem deste livro (Mateus 24:15 – Marcos 13:14).

Nasceu numa família judaica de alto nível, por volta do ano 623/622 a.C., seu nome significa “Deus é meu Juíz” ou “Deus é meu Vindicador”.

História: Deus havia escolhido os judeus como “Sua herança e luz para as nações” (Atos 13:47 e 48). Ele almejava que os judeus testemunhassem perante outras nações acerca de Deus e da sabedoria de Suas leis. De modo que eles teriam que viver em harmonia com Suas leis e refletir Seu puro caráter. O Senhor deixou que decidissem livremente quanto a qual caminho tomar (assim como nos dá esta liberdade) (Êxodo 19:5 e 6). Triste é dizer que eles preferiram não amar e nem obedecer a Deus. Por volta do ano 931 a.C., depois do reinado de Salomão, eles se dividiram em duas nações: Reino do Sul (Judá) e Reino do Norte (Israel), também em várias vezes chamada pelo nome de Efraim (nome de quem recebeu a posse da terra). O Reino de Israel adotou oficialmente um culto a imagens, idolatria (I Reis 12:28-30). Deus procurou trazê-los de volta enviando profetas como: Elias, Amós, Oséias e vários outros, durante um período de 200 anos. Até que em 722 a.C. “entregou” Israel aos Assírio, mas o fez com amarga tristeza (Oséias 11:8).

Mas com o tempo, a apostasia de Judá tornou-se ainda mais séria que a de Israel. (Jeremias 22:1-5) Miquéias, Isaías, Habacuque, Sofonias, Jeremias e outros, tentaram apelar insistentemente ao povo para se voltarem à Deus. Até que finalmente “entregou” o Reino de Judá a Nabucodonosor, Rei da Babilônia. Ele levou os vasos e utensílios sagrados do Templo de Jerusalém, e colocou no principal templo do deus Marduque em Babilônia, como símbolo de triunfo sobre o Deus dos Judeus, transportou cerca de 5.400 objetos (Esdras 1:11). E como prisioneiros, uma selecionada leva de jovens, entre eles Daniel que estava com aproximadamente 17/18 anos e seus companheiros, no ano de 605 a.C., mas em 597 a.C. volta e escraviza em torno de 10.000 pessoas, entre elas o profeta Ezequiel, em 586 a.C. por causa de uma revolta. Depois de um prolongado cerco, arrasou a cidade até o pó, destruindo completamente o templo, levou um outro tanto de escravos, deixando apenas os mais pobres da terra.

Em 612 a.C. Nabopolassar, pai de Nabucodonosor, toma o império Assírio, tornando-se o fundador do império Babilônico, e em 15 de agosto de 605 a.C. morre, justamente quando o filho está em Jerusalém, e foi ele que elevou a Babilônia à época de ouro (a distância percorrida era de 1.500km +- 2 meses).

O principal objetivo do livro de Daniel é o preparo dos crentes em Cristo nos últimos dias difíceis,  do qual serão libertos  pelo aparecimento extraordinário de Cristo vindo do Céu. Daniel e Apocalipse são conhecidos pelos estudiosos como obras “escatológicas ou apocalípticas”, isto é, tratam do fim da história do mundo, e suas verdades são apresentadas em visões simbólicas, cada uma das quais indicando o retorno do Rei dos reis e Senhor dos senhores.

O propósito essencial do livro não é desvendar o futuro aos curiosos, mas comunicar uma mensagem religiosa. O fundo histórico, longe de ser o foco principal de interesse, nos dá um realce mais nítido para entendermos o que vamos estudar.

CAPÍTULO 1:3 e 4 – Jovens de boa aparência, sem defeitos, com sabedoria, para trabalhar como assistente no palácio diante do rei.

VERSOS de 5 a 16 – Um episório sobre alimentação que era dedicada a ídolos, bebidas fermentadas, muita carne e seria no período de 3 anos., o tempo que estariam na escola, antes de se apresentarem ao rei, os jovens que eram vegetarianos, pedem 10 dias só com água e legumes, e ao final dos dias, eles eram mais saudáveis e mais inteligentes que todos os outros, então lhes permitiram usar sua alimentação.

VERSOS de 17 a 21 – Apresentação ao rei e considerados os quatro mais sábios do reino, dez vezes mais sábios, por isso ficaram assistindo diante do rei, e assim ficou até o próximo império dos Medo-Persas com o rei Ciro.

Daniel e seus amigos entraram em contato com esta cultura idólatra mas não se contaminaram, isto era o resultado de preparo que vinha desde sua infância e adolescência.

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